O que fazer em Singapura

O Singapore River corta Singapura. Repare no leão com corpo de peixe que enfeita uma das margens: é o Merlion, que representa o nome original de Singapura em malaio. “Singa” significa leão e “pura”, a cidade. Já o rabo de peixe do Merlion faz alusão ao início de Singapura como uma vila de pescadores.

Merlion, Marina Bay Sands, ArtScience Museum, Singapore
O Merlion em frente ao Marina Bay Sands e ao ArtScience Museum

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Árvores superpoderosas. Depois do boom econômico da década de 1980, quando Singapura foi um dos tigres asiáticos, a ilha passou a investir em novas e interessantes atrações turísticas para superar a fama de destino sem personalidade. O incrível Gardens by the Bay, inaugurado em 2012, é uma atração única e hoje a principal da cidade, a apenas dez minutos de caminhada do Marina Bay Sands, um dos símbolos locais (leia mais abaixo). Com mais de um milhão de plantas, os jardins ficam em um aterro em frente à baía. Nos três primeiros anos receberam 20 milhões de visitantes.

Supertrees, Gardens by the Bay, Singapore
Supertrees, no Gardens by the Bay

Além dos jardins temáticos, cada um mais bonito do que o outro, com muitas informações sobre as plantas e mais de 40 esculturas ao ar livre, Gardens by the Bay tem três outras atrações imperdíveis: duas estufas gigantes, Flower Dome e Cloud Forest, e as Supertrees, estruturas de concreto cobertas de plantas que formam fascinantes jardins verticais. As duas estufas são bem diferentes um da outra. Ambas merecem a sua visita. E oferecem uma atração extra no clima quente e úmido de Singapura: lá dentro é sempre mais fresco. O Flower Dome, de ar mediterrâneo, possui o recorde de maior estufa de plantas envidraçada do mundo. O conservatório abriga flores de várias regiões, cactos, oliveiras centenárias e baobás imensos. A Cloud Forest é uma floresta tropical úmida com begônias, bromélias, orquídeas e até uma queda d’água. Com mais de 35 metros de altura, um elevador leva até o topo. O programa é voltar ao térreo por um caminho em meio à bruma da floresta.

A área principal do Gardens by the Bay, chamada de Supertree Grove, reúne 12 das 18 árvores artificiais do parque. Com alturas entre 25 e 50 metros, os jardins verticais com plantas carnívoras, begônias, bromélias e orquídeas possuem painéis de energia solar e recolhem água da chuva. Duas das árvores são ligadas por uma passarela de 128 metros de extensão a 22 metros de altura, que oferece um ponto de vista diferente dos jardins. O melhor momento da Supertree Groove é ao pôr do sol, quando as árvores começam a ficar iluminadas. Mas chegue antes, para visitar as estufas e passear pelos jardins ao ar livre à luz do dia.

Surfista prateado. Um dos símbolos de Singapura, o complexo de 74 mil m² do Marina Bay Sands abriga o The Shoppes, shopping luxoso, com boutiques, bares, restaurantes, hotel, escritórios, teatro, e o ArtScience Museum. Suas três torres rasgam o céu 200 metros acima e são coroadas pelo deque de observação do Sands SkyPark, de onde se tem uma vista de 360 graus da cidade e uma estonteante piscina infinita dando a impressão de que se está nadando no céu.

Os teatros da Esplanada (à esquerda), arquibancadas do GP de F1 e a roda-gigante Singapore Flyer
Os teatros da Esplanada (à esquerda), arquibancadas do GP de F1 e a roda-gigante Singapore Flyer

Diversão e arte. O Marina Bay Sands e o Gardens by the Bay são os cartões-postais de Singapura, mas não são as únicas atrações da principal área turística da cidade. A região tem ainda a roda-gigante Singapore Flyer e o Esplanade Theatres on the Bay, centro nacional de artes que se destaca na paisagem com suas modernas cúpulas. A linda Helix Bridge, uma ponte de pedestres, liga o Marina Bay Sands à margem da baía onde ficam a roda-gigante de 165 metros de altura, a maior da Ásia, e os teatros, além de hotéis de luxo. Assim como na margem do Marina Bay Sands e do Gardens by the Bay, está área também foi aterrada. Aqui fica o circuito do Grande Prêmio de Fórmula-1. A etapa de Singapura é realizada desde 2008, em setembro, e é a única inteiramente noturna. O circuito de rua valoriza a impressionante iluminação dos prédios de arquitetura moderna de parte da cidade.

Singapore Sling. Perto dos teatros da Esplanada encontra-se o bar mais famoso da cidade: o Long Bar do tradicionalíssimo Raffles Singapore Hotel, que completou 130 anos em 2017 e acaba de passar uma extensa renovação. O Long Bar é a casa do Singapore Sling, criação local a base de gim e suco de abacaxi. O drinque centenário hoje é servido também em quase todos os outros bares da cidade. Com muitas variações na receita original, claro.

Corredor do luxo. A Orchard Road é uma das principais artérias de lojas de luxo em Singapura. O movimentado corredor exibe shoppings sofisticados, entre eles o Ion Orchard. A TWG Tea, marca de chás local que é o suprassumo da produção artesanal de chás deluxe, tem uma loja do Ion Orchard que é também uma concorrida casa de chá, assim como a do The Shoppes at Marina Bay Sands. Traga vários na mala.

Comes e bebes. É difícil imaginar que a Keong Saik Road, em Chinatown, um dos lugares mais bem frequentados na noite de Cingapura, um dia foi uma área de prostituição. Hoje é endereço de hotéis butiques e restaurantes badalados. O premiado chef britânico Jason Atherton, do estrelado Pollen Street Social e outras outras casas em Londres, chegou a ter dois restaurantes na região (e também um Pollen no Flower Dome do Gardens by the Bay). Atherton encerrou seu trabalho em Cingapura em 2016, mas continuam sob a mesma administração, da Unlisted Collection,o Pollen e uma das casas de Chinatown, espanhol Esquina.

Cadinho de culturas. Chineses, malaios, indianos e ocidentais de procedências diversas moram na minúscula Singapura. São quatro as línguas oficias (inglês, mandarim, malaio e tâmil). Independentemente das construções arrojadas e da preocupação atual constante com a sustentabilidade de novas atrações, a ilha valoriza seu passado nos bem conservados edifícios dos bairros étnicos e da época da colonização britânica. A movimentada Little India, repleta de cores e cheiros e tem um concorrido mercado de alimentos, com grande variedade de frutas e legumes.

Kampong Glam, o agradável e florido quarteirão árabe, fica perto do Raffles Singapore Hotel. A maior mesquita da cidade, a Sultan Mosque, de domo dourado, está na Muscat Street. Habitado principalmente por descendentes de malaios, é um bairro repleto de lojas (temperos, tecidos, tapetes) e restaurantes em prédios baixos, com bonitos exemplos de arquitetura mourisca. Em vários locais é possível provar a murtabak, uma espécie de panqueca recheada com carne ou sardinha.

Sri Mariamman, templo hindu em Chinatown, Singapura
Sri Mariamman, templo hindu em Chinatown

Chinatown teve origem na época colonial britânica, no século XIX. Hoje é bem diferente de outros bairros chineses em cidades ocidentais, já que a etnia é claramente dominante em Singapura. Não por acaso, seus prédios baixos e coloridos, que abrigam lojas de antiguidades asiáticas e objetos de arte, bares, restaurantes e hotéis butiques, se misturam aos arranha-céus espelhados do Distrito Financeiro, com escritórios de grandes bancos. Na região estão a mesquita Jamae, o templo do Buddha Tooth Relic, o colorido templo hindu Sri Mariamman e o Maxwell Food Centre, considerado um dos melhores hawkers centres, como são conhecidos os lugares de comida de rua.

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Orquídeas no Jardim Botânico de Singapura
Orquídeas no Jardim Botânico

Vejo flores em você. A orquídea é um símbolo da ilha e está por toda a parte, inclusive nas moedas. Vale a pena ir ao belíssimo Jardim Botânico de Singapura para admirá-las em suas muitas variedades. São 60 mil plantas distribuídas em uma área de três hectares. Orquídeas de altas altitudes ficam em uma estufa. Uma das alas apresenta espécies híbridas batizadas com nomes de celebridades, como a William Catherine, em homenagem ao príncipe e a Kate Middleton. Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o Jardim Botânico é um parque tropical, com oito mil espécies diferentes (muitas parecidas com as da Mata Atlântica). Uma área de seis hectares preserva a floresta original da ilha, com plantas endêmicas. Não por acaso é uma das atrações mais visitadas da cidade e recebe mais de quatro milhões de pessoas a cada ano.

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Com crianças. Tigres brancos, leopardos, pandas-gigantes, pelicanos. Singapura tem quatro parques dedicados à preservação da vida selvagem, que fazem parte da organização Wildlife Reserves. O Singapore Zoo abriga 2.500 animais de 130 espécies, algumas ameaçadas de extinção. Além dos tigres brancos, há elefantes asiáticos, orangotangos, cangurus… Pertinho do jardim zoológico estão o Night Safari e o River Safari. Os três parques ficam em Mandai, a cerca de 30 minutos de carro do Centro da cidade. A uns 20 minutos do Centro, na região de Jurong, encontra-se o Bird Park, com cinco mil aves de 380 espécies. Diversão garantida para crianças e adolescentes.

Versão editada e atualizada de texto originalmente publicado na revista QTravel by Queensberry

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