Os pandas-gigantes de Chengdu

Atenção: este post contém imagens de fofura explícita.

Chengdu / Foto de Carla LencastreChengdu vale a visita, e muito, mas o que leva milhares de visitantes até a cidade chinesa não são suas bem preservadas áreas históricas nem seu lado cosmopolita. São os pandas-gigantes. A reserva natural mais famosa, e turística, em inglês chamada de Research Base of Giant Panda Breeding, foi fundada em 1987. Fica a cerca de 40 minutos de carro do centro da cidade, e dá para ir e voltar de táxi, que tem chance de ser decorado com o desenho de um panda-gigante.

Chengdu / Foto de Carla LencastreUma manhã ou tarde é o suficiente para babar até cansar. Mas se você quiser ir além e segurar um filhote no colo, é preciso se organizar com antecedência. Os “encontros com pandas-gigantes” acontecem duas vezes por dia, às 10h e às 14h, e custam o equivalente a R$ 800 por pessoa (que devem ser pagos em dinheiro local). O parque chama o pagamento de “doação filantrópica”. É preciso vestir uma roupa azul esterilizada, e ninguém fica muito tempo com o bicho no colo. Segundo o parque, as doações ajudam a manter a instituição. Os “abraços ursos” são polêmicos, organizações de proteção a animais criticam, mas quem faz, ama.

Chengdu / Foto de Carla LencastreMesmo sem fazer carinho em filhote de panda-gigante, a diversão na reserva é garantida. Até quem já teve oportunidade de ver o animal em zoológico fica emocionado quando avista um panda-gigante encoberto pelo bambuzal. Os visitantes passeiam por alamedas pavimentadas, com pavões pelo caminho cercado de árvores como cerejeiras e magnólias, enquanto os pandas-gigantes exercem o tédio do outro lado dos guarda-corpos, em meio a uma vegetação nativa e estruturas de madeira.

Chengdu / Foto de Carla LencastreOs animais são desajeitados, mas flexíveis. A maioria se limita a tirar uma soneca, coçar a barriga ou mastigar um bambu, mas os mais novos até que brincam um pouco. E pouca coisa no mundo merece mais o adjetivo “fofo” do que um filhote de panda-gigante brincando. Talvez dois filhotes de panda-gigante brincando juntos.

Chengdu / Foto de Carla LencastreTanta fofice faz a gente até esquecer que panda-gigante é um animal selvagem, que pode ser tão perigoso quanto qualquer outro urso. Se ele se animar a fazer algum esforço, é capaz de caçar e comer carne. Mas os que vivem na reserva são todos vegetarianos, os tratadores fazem questão de dizer aos visitantes. O parque de Chengdu tem ainda alguns exemplares de pandas-vermelhos. Bem menores, parecem uma raposa. Mas vivem igualmente quietos no seu canto.

Chengdu / Foto de Carla LencastreDepois de se encantar na Pandalândia, é hora de ir às compras. Há várias lojinhas espalhadas pela reserva, com todo tipo de “pandices”: de luvas à la “Kung Fu Panda” (a animação da DreamWorks de 2008), a minipandas de pelúcia articulados, com ímãs, passando por arcos de cabelo com orelhas de panda, como as do Mickey. Sem falar das dezenas de canetinhas, lápis, cadernos, mochilas, bonés e todo o tipo de quinquilharia made in China que a gente costuma ver mundo afora, sempre com preços imbatíveis.

Chengdu / Foto de Carla Lencastre

Chengdu Research Base of Giant Panda Breeding: O parque abre diariamente, das 8h às 17h30m. panda.org.cn

(Versão atualizada de texto originalmente publicado na revista Boa Viagem do jornal O Globo.)

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